Terça-feira, 20 de Setembro de 2011
Sábado, 20 de Agosto de 2011
Sexta-feira, 5 de Agosto de 2011
Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
Segunda-feira, 4 de Abril de 2011
Sexta-feira, 18 de Março de 2011
"Llovía a lo bestia, tormenta de primavera, breve pero jevi, y acabé de despejarme mirando la cortina de agua desde la ventana. Barcelona mola cuando llueve: los árboles recuperan el verde, los buzones el amarillo, los techos de los autobuses el rojo vivo, lavados por el agua abundante(...) (...) cuando llueve fuerte y todo se pone verde, azul, rojo, colores primarios sobre gris marengo, y la ciudad parece de juguete, un Scalextric, o un Tiente."
Pablo Tusset, in "Lo mejor que le puede pasar a un cruasán"
Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011
Untitled
Ainda a imaginar no que a Joana Vasconcelos ficou a pensar quando viu os 5 camarões no prato preparado pelo José Avillez no passado Domingo, no progarama Chefs... A pensar nas barrigas de atum da Lota, na Fuzeta, com certeza.
Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011
É por estas e por outras que tenho muitas saudades de ter filhos pequenos. Ainda me recordo de um dos meus filhos a andar pela casa com uma capa vermelha como a do Super Mário convencido que, só por isso, teria os mesmos poderes. Eu próprio me lembro de poder achar que só por usar uma capa ficava com os mesmos super poderes do Super Pateta (eu sei, eu sei, isso explica muita coisa...). Mas na questão do Super Pateta, não era só por causa da capa, acho que era indispensável um super-amendoim e esse, nunca encontrei. Nem em África.
Bom, mas lembrei-me disto tudo quando vi este anúncio. Apesar de gostar muito de publicidade, tenho conseguido evitar pôr aqui alguns clips de que tenho gostado particularmente, mas este é muito tentador. Vejam que me mesmo com uma máscara conseguimos perceber a expressão do vilão. Não consigo escolher nenhuma cena de que goste mais, mas se tivesse que escolher, talvez fosse aquela em que ele afasta o pai para poder usar a Força no carro.
Quem quiser ver mais, veja as cenas não aproveitadas e os bloopers aqui.
Quem quiser ver mais, veja as cenas não aproveitadas e os bloopers aqui.
Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011
Comida! Ando completamente obcecado com comida, receitas, blogs de comida, reduções, cebolas, alho, pasta, massa e tudo e tudo. A probabilidade de encontrar fotografias de mulheres nuas no meu computador é nula, mas de receitas... E agora que o Meo tem o Food Network a televisão está sempre no mesmo canal e a minha obsessão alimentada 24 horas por dia.
Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010
Devem ser 7 ou 8 horas. Ainda não é mesmo noite, digo isto porque ainda não está escuro, está aquele azul que antecede a noite. Sentado no bar, estou de costas para as enormes janelas que deixam a cidade muito lá em baixo. Servem-me um gin num copo cheio de gelo, Consigo antecipar o sabor, o travo amargo de que tanto gosto. Sinto imediatamente o efeito do álcool, um bem estar que parece dizer que tudo está bem, tudo vai correr bem. Puxo do maço de cigarros e tiro um, bem devagar. Peço uma carteira de fósforos e prolongo ao máximo o momento de o acender. Bebo mais um pouco do gin e levo o cigarro à boca. Sinto e aprecio o sabor do tabaco antes de ser queimado. Dou a primeira passa com o maior prazer que consigo sentir e deito fora o fumo lentamente. Ao som disto.
Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010
"Lolita, luz de mi vida, fuego de mis entrañas. Mi pecado, mi alma. Lo-li-ta: la punta de la lengua emprende un trayecto en tres etapas a través del paladar e impacta, en la tercera, contra los dientes. Lo. Li. Ta.
Era Lo, Lo a secas, de mañana, con su metro cincuenta y una sola media. Era Lola en pantalones. Era Dolly en la escuela. Era Dolores sobre la línea punteada. Pero en mis brazos, era siempre Lolita."
Na série das primeiras frases, esta veio mesmo a calhar. E veio daqui.
Era Lo, Lo a secas, de mañana, con su metro cincuenta y una sola media. Era Lola en pantalones. Era Dolly en la escuela. Era Dolores sobre la línea punteada. Pero en mis brazos, era siempre Lolita."
Na série das primeiras frases, esta veio mesmo a calhar. E veio daqui.
Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010
Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010
Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010
Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010
Novo blog aqui ao lado. Já o leio há bastante tempo e só por preguiça é que ainda não constava nesta lista. Ontem, deixei-me de coisas e aqui está.
Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010
Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010
Sábado, 14 de Agosto de 2010
Quarta-feira, 21 de Julho de 2010
E, de repente, sou luz, um feixe de luz que voa sobre a cidade, percorrendo as ruas e avenidas. Ainda é de dia, ainda querendo significar que o céu está com aquela cor azul, azul escuro porque já não se vê o sol. E por isso se vê tão bem o contraste da luz, a artificial com a do céu, mesmo sendo azul escuro. Como vou muito depressa, mas muito mais devagar do que costumo fazer quando sou luz, toda a outra luz, menos a azul, mesmo sendo escura, passa por mim depressa. E é maravilhosa, com imensas cores e tonalidades, brilhos e matizes. Se soubesse desenhar, ficaria lindo.
Terça-feira, 6 de Julho de 2010
Terça-feira, 22 de Junho de 2010
Ouvi, na televisão, o Mário Soares justificar a falta da sua mulher nas cerimónias do funeral do Saramago. Uma trapalhada qualquer sobre o seu chauffeur que não tinha ido buscar o carro, nem cheguei a perceber. Mas não pude deixar de reparar na forma burguesa, mas querida, como ele diz a palavra chauffeur. É inimitável. Por muito que tente, não consigo. Mas é querido. (A actualizar quando me lembrar de outras palavras francesas que igualmente sou incapaz de dizer com a mesma elegancia)
Quarta-feira, 16 de Junho de 2010
Segunda-feira, 7 de Junho de 2010
A paz, o pão, habitação, saúde, educação Só há liberdade a sério quando houver Liberdade de mudar e decidir
Tudo isto por que gosto de músicas de intervenção. Não pelo seu significado intrínseco, mas pelo romantismo, pelos ideais e, sobretudo, pela utopia. Um destes dias volto ao assunto e às "músicas comunas" que me enchem o imaginário Agora, se tiverem paciência, leiam este discurso feito pelo J. P. Aguair Branco por ocasião das comemorações do 25 de Abril e que passou tão ao lado.O Sr. Presidente da Assembleia da República: — Em representação do Partido Social-Democrata, tem a palavra o Sr. Deputado José Pedro Aguiar Branco.
O Sr. José Pedro Aguiar Branco (PSD): — Sr. Presidente da República, Sr. Presidente da Assembleia da República, Sr. Primeiro-Ministro, Sr.as e Srs. Ministros, Excelências, Sr.as e Srs. Deputados: Começo com uma citação de um escrito do início do século passado — «Liberdade apenas para os membros do governo e para os membros do partido não é liberdade de todo»! Quase 100 anos volvidos, que frase tão actual, tão cheia de verdade!» Trinta e seis anos depois de Abril continuamos mergulhados em preconceitos ideológicos, que se revelam nas pequenas e nas grandes opções; nas pequenas e nas grandes intervenções; nas próprias palavras que utilizamos — a ala esquerda desta Assembleia parece ter banido a palavra «pátria», a ala direita parece ter banido a palavra «povo»; ou, ainda, nas atitudes que assumimos — a ala esquerda desta Assembleia parece recear a afirmação do sentido de Nação, a ala direita parece temer o sentido do uso do cravo vermelho.
(Risos do PS, do BE, do PCP e de Os Verdes.)
Durante 36 anos, deixámos que os partidos se apropriassem de símbolos que são de todos. Repito: durante 36 anos, deixámos que os partidos se apropriassem de símbolos que são de todos — este cravo que, hoje, aqui uso é um bom exemplo disso. Ele não é marca registada ou propriedade intelectual deste ou daquele partido!
(Vozes do PSD e de Deputados do PS: — Muito bem!)
O Sr. José Pedro Aguiar Branco (PSD): — O moralismo ideológico, quase sobranceiro, cega-nos e faznos esquecer o óbvio: o cravo que aqui uso — e a sua Revolução — foram feitos para todos os portugueses, não apenas para alguns.
(Aplausos do PSD e de Deputados do PS.)
Deixámos, até, que este revanchismo chegasse a territórios tão universais quanto o da música. Não pode alguém que se senta nesta parte do lado direito do Hemiciclo gostar de Zeca Afonso?
(Vozes do PSD e de Deputados do PS: — Pode!)
O Sr. José Pedro Aguiar Branco (PSD): — Deixem-me testar este princípio.
Noutros tempos, no cantar de intervenção, Sérgio Godinho reclamava: «dai ao povo o poder de produzir».
(Risos do PS, do BE, do PCP e de Os Verdes.)
Repito: «dai ao povo o poder de produzir». Mais do que a ideologia, separa-nos, hoje, na leitura deste princípio, a semântica; onde a esquerda lê «povo», nós lemos «iniciativa privada ou social».
(Risos do PSD e de Deputados do PS.)
Mas o princípio e o fim são, surpreendentemente, os mesmos: a liberdade. Isso é o que nos une, trinta e seis anos depois de Abril, e que torna esta Sessão tão importante: a liberdade, hoje, requintadamente, condicionada.
(Protestos de Deputados do PS.)
Lembremos a Revolução de Abril e Sçrgio Godinho» Porque, em 2010: o povo não pode escolher; o povo não pode decidir, o povo não pode produzir. O Estado escolhe pelo povo, o Estado decide pelo povo, o Estado produz pelo povo.
(Aplausos do PSD.)
O Estado é, afinal — imaginem! — do 24: o Estado é o sistema e o regime — este Estado, Sr. Presidente da República, é reaccionário!
(Vozes do PSD: — Muito bem!)
(Risos do PS, do BE, do PCP e de Os Verdes.)
O Sr. José Pedro Aguiar Branco (PSD): — É profundamente reaccionário!
(Vozes do PSD: — Muito bem!)
O Sr. José Pedro Aguiar Branco (PSD): — Quando deixamos que o Estado entre nas nossas casas, nas nossas empresas, no nosso dia-a-dia, para reclamar o seu quinhão; quando deixamos que o Estado comprima direitos e garantias; quando deixamos que o Estado abdique, voluntariamente, do exercício da justiça; quando deixamos que o Estado se enfarte, a si próprio, à custa de todos; quando deixamos que o serviço-modelo do Estado — o único a funcionar com exemplar eficácia — seja o da cobrança de impostos, então, temos, enquanto representantes eleitos do povo e pelo povo, que pedir desculpa! Não por ter feito Abril mas por ter, apenas, prometido Abril! Quando utilizamos o Estado sem o critério do bem comum; quando nos apropriamos do Estado para nosso próprio benefício, quando confundimos o que deve ser público com o que é privado, então, são mais actuais, que nunca, os gritos de «liberdade» de um povo na rua.
Sérgio Godinho dizia: «dai ao povo o que o povo produzir». E acrescento eu: «dai ao povo o poder de escolher, de decidir. Devolvam ao povo a liberdade que condicionamos pela Constituição ou por decreto»
(Aplausos do PSD.)
para que não tenhamos, em 2010, de repetir o que António Sardinha denunciou na 1.ª República: «O Estado em Portugal em vez de um Estado neutral tornou-se um Estado sectário
(Vozes do BE: — Ahhh!)
O Sr. José Pedro Aguiar Branco (PSD): — só que, agora, no sçculo XXI, porque tolhe a livre iniciativa, porque bloqueia a liberdade de escolha, porque se quer omnipresente, porque distorce a igualdade de oportunidades, porque sorve, para uns tantos, os recursos que a todos deviam ser destinados!»
(Protestos de Deputados do PS.)
Sr. Presidente da República, Sr. Presidente da Assembleia da República, Sr. Primeiro-Ministro, Sr.as e Srs. Ministros, Excelências, Sr.as e Srs. Deputados: Os últimos anos ficaram marcados pela reafirmação dos extremismos no debate político, pela reafirmação dos malditos preconceitos ideológicos.
Trinta e seis anos depois, desenterramos empoeiradas ideias do baú da História.
Vejam o absurdo: trinta e seis anos depois, voltamos a falar de nacionalizações ou a fazer a apologia do Estado policial! Trinta e seis anos depois de Abril, em vez de devolvermos o poder que o Estado retirou ao povo, planeamos sugar-lhe, ainda mais, liberdade.
E deparamo-nos, assim, com a indesejada actualidade do segundo parágrafo da proclamação do MFA, de 25 de Abril de 1974, que nos chamava a atenção para: «o crescente clima de total afastamento dos Portugueses em relação às responsabilidades políticas que lhes cabem como cidadãos, em crescente desenvolvimento de uma tutela de que resulta constante apelo a deveres com paralela denegação de direitos».
A actual crise económica e financeira só veio a agravar este sentimento: um País sem esperança no futuro, e um povo sem crença em quem o governa.
(Vozes do PSD: — Muito bem!)
O Sr. José Pedro Aguiar Branco (PSD): — Mas, quem pode censurar o povo? Repito: mas, quem pode censurar o povo? Lenine escreveu, um dia, estas palavras»
(Risos do PS, do BE, do PCP e de Os Verdes.)
Lenine, repito, escreveu, um dia, estas palavras: «uma organização morre quando os de baixo não querem e os de cima já não podem».
(O Sr. António Filipe (PCP): — Bem dito!)
O Sr. José Pedro Aguiar Branco (PSD): — Sr. Presidente da República, os de cima estão, quase, a não poder!...
(Protestos do PS, do BE, do PCP e de Os Verdes.)
A revisão constitucional é uma oportunidade: é uma oportunidade para os partidos do eixo constitucional recentrarem o Texto Fundador do Estado. Mais do que nunca temos de normalizá-lo, de depurá-lo de velhos vícios de pensamento, de eliminar os preconceitos ideológicos.
Não se trata de acabar com o Estado social: este é que se arrisca a acabar, por inviável, se nada fizermos! Não se trata de eliminar a autoridade do Estado: este é que se arrisca a deixar de a ter, se nada fizermos! Não se trata de acabar com a igualdade de oportunidades: ela é que pode ter os dias contados, se nada fizermos!
(Aplausos do PSD.)
Os sinais estão aí: fosso gritante, todos os dias mais cavado, entre os que muito têm e os que lutam pela sobrevivência; anemia do desenvolvimento económico; e descrença nas instituições.
É tempo de injectar confiança na sociedade! É tempo de mobilizar os portugueses para o verdadeiro objectivo nacional: vencer o pessimismo! Vencer o miserabilismo! Vencer a podridão que corrói os valores e afasta a ética da acção política!
(Aplausos do PSD.)
É tempo de termos uma Constituição para o nosso tempo, em que se consagre que o poder do povo não se esgota no exercício do direito de voto, de quatro em quatro anos; em que se garanta que povo deixa de ser uma entidade abstracta, utilizada, apenas, para justificar o Estado; em que se garanta que o povo é, mesmo, o contribuinte, o arquitecto, o agricultor, o empresário.
Povo é o operário da Lisnave e o seu accionista»
(Risos do PS e do BE.)
(O Sr. Agostinho Lopes (PCP): — Tire lá o accionista!)
O Sr. José Pedro Aguiar Branco (PSD): — Povo é cada um de nós. Povo somos nós!
(Risos do PS, do BE e do PCP.)
É essa a dimensão personalista que dá sentido à nossa acção política: a busca do bem-estar e felicidade individual só realizável, enquanto seres sociais, na igualdade de oportunidades, na solidariedade, e no respeito para com o outro.
Na revisão constitucional, Sr.as e Srs. Deputados, temos uma oportunidade para celebrar Abril.
(Protestos do BE e do PCP.)
Vamos dar ao povo o poder de produzir, de escolher e de decidir. Vamos devolver-lhe a liberdade.
Termino, como comecei»
(Vozes do PCP: — Mal!)
O Sr. José Pedro Aguiar Branco (PSD): — Repito: termino, como comecei: com os nossos preconceitos ideológicos e com a frase «Liberdade apenas para os membros do governo e para os membros do partido não é liberdade de todo»
(Protestos do PS.)
A frase podia ser minha, podia ser de hoje, no meu exercício de oposição, mas não é. É sobre a Revolução Russa, e foi dita, em 1920, por Rosa Luxemburgo.
(Risos do PS, do BE, do PCP e de Os Verdes.)
Sr.as e Srs. Deputados: Que terminem, hoje, os preconceitos! Façamos a revisão constitucional: corajosa, mobilizadora, que renove a esperança que a chama de Abril nos trouxe, há 36 anos.
Viva Abril! Viva Portugal!
Quarta-feira, 2 de Junho de 2010
Terça-feira, 1 de Junho de 2010
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