domingo, 8 de dezembro de 2013

Isto não tem nada a ver com o Cavaco Silva. Isto tem a ver com honestidade intelectual, com o direito que temos de ser informados correctamente para que cada um de nós possa fazer o seu juízo de valor.

A história é sobejamente conhecida e conta-se depressa:
Mandela morreu e, menos de 24 horas depois, a euro deputada Ana Gomes, alguns meios de comunicação e comentadores, onde se inclui o Daniel Oliveira, vieram com a noticia que Portugal, em 1987, sob a ordem de Cavaco Silva teria votado contra uma resolução da ONU que pedia a libertação de Nelson Mandela.

E logo a seguir, como fogo em gasolina, a notícia espalhou-se por tudo e todos, amplificado pelas redes sociais, principalmente o Facebook – Cavaco votou contra a libertação de Mandela!

O que realmente aconteceu :

Em 1987, no dia 20 de Novembro, foram apresentadas 8 resoluções com o mesmo tema – o fim do apartheid, a libertação de presos políticos entre os quais Nelson Mandela, as sanções económicas contra a África do Sul e muitos mais sub-temas. Eram as resoluções 42/23 A, B, C, D, E, F, G e H.
 
As 8 resoluções tinham algumas variações e uma delas - a 42/23 A - muito importante para Portugal, porque continha um apoio explícito à luta armada para acabar com o apartheid o que mereceu até uma declaração de voto que foi acompanhado por mais países que se abstiveram. 
 
“Speaking in explanation of vote, a number of countries objected to endorsing armed struggle. Denmark, for EC, stated that the 12 States remained convinced that a process of peaceful change was stil lpossible in South Africa and that the United Nations had the obligation to promote it; therefore they could not agree to such an endorsement. Other individual EC members-France, the Federal Republic of Germany, Ireland, Portugal and the United Kingdom—spoke in like manner.”

Portugal nunca poderia apoiar o recurso à luta armada numa África do Sul com uma comunidade de 600.000 portugueses, entre Angola e Moçambique em clima de guerra civil aberta.

Consequentemente votou contra essa resolução esclarecendo que se opunha precisamente por causa do parágrafo segundo:
 
2. Reaffirms further the legitimacy of the struggle of the people of South Africa and their right to choose the necessary means, including armed resistance, to attain the eradication of apartheid;

E por isso mesmo, decidiu votar favoravelmente a resolução 42/23 G, “adopted by recorded vote, dealt with the more general aspects of the issue. Concerted international action for the elimination of apartheid” e que, num dos pontos diz:
 
4.
(a) Release immediately and unconditionally Nelson Mandela and all other political prisoners, detainees and restrictees;

Como comecei por dizer, esta questão não tem a ver com Cavaco Silva, mas sim com a falta de seriedade com que os temas são estudados e apresentados pelo jornalismo em geral. É imperioso que cada um de nós se torne mais criterioso na leitura dos jornais, na atenção que damos aos telejornais. O tempo do “é verdade porque deu nas notícias” já não existe há muito tempo.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Será muito mau achar que a gratidão é algo que não se deve esgotar num só momento?

terça-feira, 2 de julho de 2013

Sem título

De casa ao escritório, demoro menos tempo do que o "Is it a crime". De mota.

quinta-feira, 7 de março de 2013



Tu és a familia que eu escolhi, apesar deste afastamento físico, estás sempre presente, umas vezes na cabeça, outras vezes no coração, mas sempre presente. És a família porque não sei se te lembras, chegávamos a dizer que éramos primos, coisa mal explicada quando perguntavam porquê. Mas queria ter direitos na tua amizade que só os laços de família explicam. Não sei se alguma vez convencemos alguém, até porque eu era bastante mais alto, mais loiro do que tu.
Penso em ti quando penso o que podia ter sido e não foi e o que foi que não podia ter sido.
És o meu mais velho amigo, o mais antigo, aquele que eu refiro sempre que conto os amigos, o número 1, a letra A. E isso é assim sem estarmos juntos, sem nos falarmos todos os dias, sem sabermos do Natal ou do ano novo um do outro. Mas é assim, acredita, não é circunstância nem prosa de aniversário dos 50 anos. É assim que sinto sempre.
Também eu achei mágico o nosso reencontro de Santiago. Algumas coisas na minha vida aconteceram como nos livros, como no cinema, e esse nosso reencontro foi um desses momentos. E também o nosso afastamento foi carregado de exagero, parvo, inútil, inexplicável.
L, não é só de ti que me lembro, mas também da tua Mãe, do chiffon de chocolate que eu tenho procurado em vão pela minha vida fora e que a tua Mãe fazia e te enviava para a Escola Preparatória, para o Colégio embrulhado em prata. Lembro-me de ti, do teu irmão que já não está connosco, do teu Pai, da serenidade da tua Mãe. Adorava a tua Mãe.
E é isto, L. Um pequeno resumo do que se passa na minha cabeça quando me lembro de ti, de Moçambique, do Colégio, da primeira vez que montei a cavalo, quando me lembro de namoradas e de Santiago de Compostela. Para quem tem estado tão pouco na minha vida, estás muito presente e sempre bem.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Repost actualizado.


Primeiro juntam-se o leite, as gemas dos ovos, o açucar, o fio de azeite (seja lá o que isso for de um fio, mas toda a gente que utiliza a cozinha sabe o que é um fio de azeite…) e a pitada de sal e mistura-se bem até dissolver bem os ingredientes.
Num outro recipiente juntam-se todos os ingredientes sólidos: o açúcar, a farinha, o fermento (atenção, não colocar NUNCA duas colheres de sopa de fermento. Sim, e eu sei que hoje em dia a farinha já traz fermento, mas vão por mim, não se esqueçam do fermento). Mexe-se tudo e depois acrescenta-se lentamente (sim, lentamente) a mistura do leite. Aqui, se puderem, coloquem uma colher de iogurte grego ou melhor, uma colher de crême fraiche (há no ECI). Vale a pena, faz diferença.
Obtém-se assim uma mistura que deve ficar com uma certa consistência (nunca deve ficar demasiado liquida sob pena de espalharmos as panquecas pelas paredes quando for aquela parte gaga de as atirar ao ar).
E finalmente envolve-se na mistura as claras batidas em castelo. Dá mais trabalho, mas se quiserem panquecas, mesmo panquecas, não deixem de fazer assim.


Agora a parte mais difícil: a cozedura das panquecas!

Antes de mais devemos ter duas frigideiras que só devem servir para fazer panquecas! Nada de fazer panquecas em frigideiras que já serviram para fazer omeletes, bifanas, ovos estrelados e outras coisas que tal…

Pega-se então nas frigideiras das panquecas (anti-aderentes, claro) e aquecem-se previamente. É aqui que está o segredo de uma boa panqueca. A frigideira deve estar quente, não demais, não de menos. Claro que uma mão treinada como a minha já percebe a temperatura só de a passar por cima da frigideira e quem quiser experimentar, conseguirá sentir o calor quando ela estiver pronta para receber a primeira porção da mistura.

E depois vem a parte que toda a gente gosta de fazer: revirar a panqueca. De inicio sugiro que o façam com a ajuda de uma espátula e só depois de bem cozida é que devem fazer como naquela série muita antiga, do tempo em que a televisão fechava da parte da tarde, o “Viver no campo”. Se estiverem secas e bem cozidas já não há perigo de ficarem presas no tecto e causa sempre uma grande sensação.

Servir ainda quentes de preferencia com “Golden Syrup” ou com outra coisa doce.

Ingredientes para 6 panquecas:
2 ovos (separados)
1 chávena de leite
Um fio de azeite
1 chávena de farinha
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de chá de fermento
1 pitada de sal

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Justiça cega

Um guarda nocturno parisiense, Noel Carriou, foi condenado pela morte das suas duas mulheres porque cozinhavam mal. Uma dela, queixou-se ele, deixou um assado mal passado demais. A outra passou-o demais. Na sua segunda condenação apanhou apenas 8 anos de prisão. Ao ler a sentença tão leve, o compreensivo Juiz não deixou de referir que cozinhar (bem) é uma pratica importante no casamento.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Ironia

Ah! A Pipoca e o Arrumadinho indignados por terem sido enganados por uma manobra publicitária (embora fatela e foleira).

 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Jogos Olímpicos

Vão começar finalmente os jogos olímpicos. 15 dias de mais alto, mais forte e mais longe. Mas começam logo mal porque não percebo porque é que esta rapariga não vai. É uma grande injustiça que nos vai privar de imagens como estas que provam que o desporto faz bem à saúde. Vamos ter que esperar pelos jogos olímpicos do Brasil e todos os meetings e campeonatos onde esta Michelle Jenneke possa entrar.

Michelle Jenneke from Losse Veter on Vimeo.

segunda-feira, 2 de julho de 2012


A América é um grande país. Não será o melhor de todos, mas é muito divertido. Não é o maior porque, entre outras coisas, é o sétimo em literacia, vigésimo sétimo em matemática, vigésimo segundo em matemática, quadragésimo nono em esperança de vida, centésimo septuagésimo oitavo em mortalidade infantil! Há outros índices em que estão claramente em primeiro como no número de pessoas presas, o valor gasto em defesa (o valor é superior à soma dos 26 países a seguir na lista) e é o país onde mais adultos acredita que os anjos existem mesmo.

Mas é um país tão divertido que tem a capacidade de escolher para vice-Presidente uns personagens que não se esgotam na capacidade de cometer gaffes.

A última vem do actual vice – Presidente, Joe Biden, que numa das muitas intervenções  na campanha para as eleições do próximo Outono, disse:
"Esta é a altura certa para aceitar conselhos intemporais como os de Teddy Roosevelt: “Falem de mansinho, mas andem com um grande pau”. E eu posso garantir-vos, o Presidente tem um pau grande!!


Aqui.

Sabor a Barcelona



esparguete negro
12 camarões
2 dentes de alho
Azeite
red chili
2 envelopes de tinta de choco


Cozer o esparguete (não até ao fim, parar antes de chegar al dente) em água com sal abundante. Guardar a água onde se cozeu o esparguete.
Passar os camarões por uma frigideira com azeite, o alho picado e o red chilli cortado em fatias, mas sem os fritar. Retirar os camarões e reservar.
Colocar o esparguete na frigideira e acabar a cozedura, usando parte da água que serviu para cozer o esparguete para não deixar secar. Numa chávena dissolver a tinta de choco com um pouco da mesma água do esparguete e envolver.
Antes do esparguete estar al dente, juntar os camarões para acabarem de cozinhar.
Só uso sal na água do esparguete, a tinta de choco e a água da cozedura é suficiente.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Se pudesse escolher, hoje, hesitaria muito entre a advocacia e o jornalismo. Um dia destes desenvolvo porquê, mas entretanto fiquem com estas imagens de uma nova série, dos mesmos autores dos "Homens do Presidente". Atentem à dissertação do jornalista sobre os motivos pelos quais a América não é o melhor país de todos, um deles, talvez o menos mau de todos, ser o país com mais adultos que acreditam que os anjos existem mesmo.

The Newsroom



domingo, 24 de junho de 2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Acho maravilhoso o final do dia e aquele período de transição para a noite, a duração do crepúsculo. Em Moçambique, onde vivi durante alguns anos quando era miúdo, o sol punha-se no continente incendiando o horizonte, reflectindo aquela cor laranja de fogo pela terra que parecia queimar. Mas também me lembro da escuridão que vinha do mar e que produzia uma luz misteriosa mas muito bonita. Em alguns sítios, como no sotavento algarvio, quase consigo ter a mesma ilusão. 
Em África, onde nasci, o dia começava muito cedo mas também acabava cedo. E foi com muita surpresa que, quando cheguei à Europa, percebi que os verões eram muito luminosos tendo atingido o cumulo naquele ano em que afinamos a hora pelo resto da Europa e em que tínhamos crepúsculo quase até à meia noite.
Pouco viajado, só há alguns anos é que visitei a Holanda e fiquei espantado com a luz do céu às nove horas de uma noite de fim de Abril. Das duas ou três vezes que visitei a Holanda, tive a muita sorte de ter apanhado bom tempo, sem chuva nem nuvens o que fez com que, para mim, aquela seja uma terra soalheira.
A ideia daquelas noites nórdicas em que o sol se põe lá para a meia noite encanta-me e gostava imenso de um dia experimentar essa sensação. Mas claro que eles pagam caro por isso durante os seis meses de quase total escuridão mas enfim, não se pode querer ter sol na eira e chuva no nabal. Ou pode?

domingo, 17 de junho de 2012

Coisas que existem umas para as outras

Figos, azeite, presunto, sal grosso e rúcula. Quando souber fotografar comida, mostro.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Só quando o coração dói é que fico a saber onde está.

domingo, 27 de maio de 2012

Fotografar comida desta forma é prestar um mau serviço a quem a fez. É mesmo para despachar o assunto. Não se deve tratar mal a comida.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

No reino de La Palisse

"Este som é extraordinariamente necessário para fritar as costeletas." Que desperdício, que tempo perdido.

 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Barcelona







Há dois anos, talvez três, que não passo o fim do ano num lugar onde já fui muito feliz e nos últimos dias a enorme saudade que sinto dessa cidade e dos amigos que lá fiz têm-se manifestado na recordação duma sobremesa que costumo comer no Quimet & Quimet, uma das jóias mais bem guardadas daquela cidade.  A lembrança não me sai da cabeça como se fosse uma daquelas músicas que se transformam em “otovermes”. Um copito, tipo shot, com iogurte grego, uma castanha em calda, whisky e com mais iogurte grego polvilhado com cacau em pó. Acompanhado de duas ou três bolachinhas da Jules Destrooper.


 Agora, fico-me com a memória ou telefono ao Quimet e pergunto como é que aquilo se faz mesmo?
Acho que não vou ter coragem de alguma vez fazer um bom "arroz caldoso de cangrejos".

terça-feira, 20 de setembro de 2011

"As mulheres fingem orgasmos para terem relações, os homens fingem relações para terem orgasmos."

sábado, 20 de agosto de 2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

sábado, 9 de julho de 2011

Parece que sou um extrovertido.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Em repeat mode.



Não consigo deixar de ouvir isto. 

sexta-feira, 18 de março de 2011



"Llovía a lo bestia, tormenta de primavera, breve pero jevi, y acabé de despejarme mirando la cortina de agua desde la ventana. Barcelona mola cuando llueve: los árboles recuperan el verde, los buzones el amarillo, los techos de los autobuses el rojo vivo, lavados por el agua abundante(...) (...) cuando llueve fuerte y todo se pone verde, azul, rojo, colores primarios sobre gris marengo, y la ciudad parece de juguete, un Scalextric, o un Tiente."


Pablo Tusset, in "Lo mejor que le puede pasar a un cruasán"

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Untitled

Ainda a imaginar no que a Joana Vasconcelos ficou a pensar quando viu os 5 camarões no prato preparado pelo José Avillez no passado Domingo, no progarama Chefs... A pensar nas barrigas de atum da Lota, na Fuzeta, com certeza.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

É por estas e por outras que tenho muitas saudades de ter filhos pequenos. Ainda me recordo de um dos meus filhos a andar pela casa com uma capa vermelha como a do Super Mário convencido que, só por isso, teria os mesmos poderes. Eu próprio me lembro de poder achar que só por usar uma capa ficava com os mesmos super poderes do Super Pateta (eu sei, eu sei, isso explica muita coisa...). Mas na questão do Super Pateta, não era só por causa da capa, acho que era indispensável um super-amendoim e esse, nunca encontrei. Nem em África.
Bom, mas lembrei-me disto tudo quando vi este anúncio. Apesar de gostar muito de publicidade, tenho conseguido evitar pôr aqui alguns clips de que tenho gostado particularmente, mas este é muito tentador. Vejam que me mesmo com uma máscara conseguimos perceber a expressão do vilão. Não consigo escolher nenhuma cena de que goste mais, mas se tivesse que escolher, talvez fosse aquela em que ele afasta o pai para poder usar a Força no carro.

Quem quiser ver mais, veja as cenas não aproveitadas e os bloopers aqui.